quarta-feira, setembro 16, 2009

Não há Fumo sem Cromo

Sporting Clube de Portugal: viveiro inesgotável de semi-inconsequentes talentos distribuídos de forma carinhosa e baratucha pelos maiores clubes Europeus; poço sem fundo de extremos velozes, azeiteiros e tecnicistas; professor dos mais brilhantes alunos da ciência que é levar uma multidão ao orgasmo colectivo através de uma finta de corpo...porém, nem todas as árvores deste pomar dão maçãs reluzentes. Umas têm bicho, outras são farinhentas, e outras sofrem dessa terrível doença que afecta frutos promissores um pouco por todo o pomar de Alcochete: A Gisvite.

No início do Século XXI, uma solitária maçã caiu longe da árvore que lhe deu a vida. Rebolou enlameada, até parar seu percurso junto de um qualquer agricultor que a enviou prontamente para um périplo que passou pelos deprimidos quintais da Maia (pré-Carlos S.), Póvoa de Varzim (pré-e-pós Alexandre) e Faro (pré-posição).
Confirmava-se. O agricultor de Alcochete queria a sua maçã longe das outras, não fosse ela contaminar todo o seu promissor pomar com a terrível Gisvite.

Essa maçã chamava-se Fumo, e os seus sonhos foram-se lentamente esfumando (heh...) à medida que os sintomas da terrível Gisvite se tornavam mais evidentes: visão periférica de jogo afectada pela Doença de Cid, José; recepção de bola a fazer lembrar a ganadaria Higino Soveral; e discernimento em campo semelhante ao jornalista que teve a ideia de fazer a reportagem com o pastorzinho cujo sonho era conhecer a então Mega-Estrela Mantorras.

A Gisvite era uma evidência, e assumia-se galopante.

Perante a fortíssima possibilidade de registar menos evolução na carreira do que o papel higiénico ao longo das décadas, o tristonho Fumo ponderou assumir a sua humilde condição de maçã bichosa, e manter-se à parte do verde pomar que o viu nascer. Mas a vontade, essa, continuava a ser muita. Quem nunca sonhou jogar ao lado de Didier Lang que levante a mão. Pois é... ("tu não contas, Diego Armando, baixa lá isso que já criaste problemas que chegassem aos ilhéus com essa mania.")

Perante esta realidade, os agricultores de Alcochete tomaram uma decisão drástica: boicotar a carreira desta maçã, para que nunca mais sonhasse aproximar-se do seu precioso pomar.








Os tentáculos do verde polvo cedo se espalharam pela Europa, e a UE foi o primeiro passo:

- "Bruxelas Propõe Europa sem Fumo", vociferavam as agressivas parangonas, "(...)a proposta de recomendação hoje adoptada pela Comissão Europeia insta os 27 a agir em "três frentes principais", a primeira das quais a adopção e aplicação de "leis que garantam a plena protecção dos cidadãos contra a exposição ao Fumo em locais públicos fechados, locais de trabalho e transportes públicos(...)"

O avançado moçambicano sentia-se como um John Rambo de 69kg. Renegado pelos seus, impedido de exercer a sua profissão, e impossibilitado de andar de autocarro, Fumo sentia-se perdido: "E agora, como hei de ir ao Pingo Doce comprar mais daquele delicioso chouriço?!? De bicla? Poupem-me!", foi a sua primeira gota de exprssão de dor. Mas havia mais.
Até a normalmente ponderada Comissária Europeia da Saúde, Androulla Vassiliou, alinhou na perseguição ao móvel atacante ex-Sporting:

- "Estou plenamente convicta de que todos os cidadãos europeus sem excepção merecem ser plenamente protegidos contra o Fumo. (...) trabalharemos em conjunto com os Estados-membros para concretizar esta convicção."

Perante esta enxurrada de comprometedores factos, ecos fizeram-se ouvir:

- "Agora é que nunca mais te chegas perto dos nossos incautos rebentos, sacripanta.", regojizava-se em Alcochete.

- "Não era mais fácil atirá-lo das escadas abaixo?", questionava-se na Invicta.

- "Passa o garrafão, ó Toni!", balbuciava-se na Luz.

- "O Yulian tinha uma penca que Ai Jesus!", queixava-se Zé Mota em Paços de Ferreira.

Mas Fumo, estóico, não alinhava no mesmo diapasão (apesar de Marante ser o seu artista popular favorito). O africano, apostando na sua própria agência de contra-informação, conseguiu permanecer em Portugal durante mais quatro épocas, sob o radar das divisões secundárias e do nariz do Yulian (que era mesmo bastante grande, o Mota tem razão).

Porém, os verdes tentáculos sentiram um leve odor a queimado. Primeiro pensaram que teria sido um bolo que Pedro Barbosa teria deixado no forno, mas rapidamente chegaram à conclusão que o Cruyff de Gondomar jamais se esqueceria de um bolo em sítio algum.
Assim sendo, só poderia ser mesmo cheiro a Fumo.

Rapidamente agiram, e lançaram a seguinte lei, de pronto aplicada no Alvalade XXI:

- "De acordo com o decreto Lei nº 37/2007, é proibido Fumo nas zonas de restauração do Estádio, bem como nos corredores de circulação e escadas. No caso particular dos Camarotes deixa-se ao critério dos detentores o Fumo no seu interior, sendo que nos casos em que a opção for positiva, deverão mater a porta de acesso ao corredor fechada."

Sentindo a careca (que efectivamente não tem - senão seria o Semedo) a descoberto, o avançado ao serviço do Olhanense pôs em marcha um processo que acabaria com a sua transferência para o Chipre, onde estaria a salvo tanto da mafia verde, como do punho opressor da UE, visto que ele era da opinião que o referido País não faria parte da União Europeia - sejamos francos, desde que isto se avacalhou até aos 27 membros, que já ninguém tem a certeza de nada.

Assim, lançou mais uma inteligente campanha de contra-informação, desta feita através do bigode de Isidoro Sousa:

- "(...) o presidente do clube algarvio adiantou que o atleta “encontra-se na Síria desde ontem a fazer testes médicos” e não em Israel, como inicialmente estava previsto. “De momento está tudo a ser tratado com o empresário do jogador e desconheço o nome do clube que vai representar”, confessa Isidoro."

O bigode algarvio confessou, e quando um bigode algarvio confessa, nós ouvimos.
Alívio foi a reacção vinda de Alcochete. Os agricultores responsáveis não sabiam bem onde ficava a Síria, ou mesmo Israel, mas "deve ser daqueles sítios onde se lançam bombas e onde mora o Kassoumov".

Sossegados com a ostracização do fumegante delantero, os dirigentes leoninos decidiram guardar os tentáculos no bolso e deixar o futebolista prosseguir a sua esfumaçante carreira bem longe.

De toda a forma, Fumo veio recentemente repudiar comunicados trazidos à baila já durante os anos de 2008 e 2009, a saber:

- "A proibição do Fumo em espaços públicos ou de trabalho está a traduzir-se no decréscimo da afluência de doentes a emergências hospitalares em países que adoptaram a medida", diz um relatório da Organização Mundial de Saúde.

- "(...) distúrbios entre o Mannheim e a segunda equipa do Kaiserslautern resultaram em 36 detenções e oito elementos policiais feridos(...) os incidentes continuaram na estação de comboios, com os adeptos do Kaiserslautern a lançarem bombas de Fumo."

- "A eleição do novo Papa foi anunciada hoje às 17:50 pelo Fumo branco da chaminé da Capela Sistina mas os sinos da Basílica tardaram a repicar. Inicialmente, as imagens do Fumo transmitidas em directo pelas televisões induziram em erro - o Fumo parecia negro, e não branco, só aos poucos "estabilizando" nesta última cor."

Alcochete negou qualquer envolvimento nestas questões.

sexta-feira, setembro 11, 2009

Mercados II

Mantorras é o novo CEO não-executivo da Siderurgia Nacional – numa arrojada remodelação organizativa, a Siderurgia Nacional cooptou o avançado angolano Pedro Mantorras para seu novo CEO não-executivo. Uma fonte ligada à Siderurgia revelou que “esta designação insere-se na nova filosofia de marketing da empresa, apostada em adquirir uma imagem mais moderna e menos, digamos, enferrujada, junto do grande público”. Pedro Mantorras, apesar das suas fracas qualificações académicas e do seu microscópico tempo útil de jogo, é conhecido por ser a estrutura metálica mais famosa das imediações do Colégio Militar e pelo poder de motivação junto de franjas mais impressionáveis da população. As peças do angolano já foram inclusivamente avaliadas em cerca de 90 milhões de euros, mas nesta altura Mantorras deverá apenas receber uma quantia não revelada de óleo para as juntas e de dispositivos anti-magnetizantes.
Mantorras, neste seu novo cargo que foi criado especialmente para ele, não terá sequer que comparecer nas reuniões do Conselho de Administração. A mesma fonte apontou que o grande e único objectivo é que Mantorras “consiga dar uma dúzia de passos consecutivos em cada aparição pública, o suficiente para dar uma excelente imagem da enorme fiabilidade dos nossos produtos perante vários milhões de adeptos, tanto os animais como os vegetais”. No longo-prazo, espera-se que “[Mantorras] seja mais reconhecido como produto metálico de características humanóides” do que como “um avançado engraçado”, algo que deverá garantir à Siderurgia “para além duma publicidade monstruosa e barata, o direito a um subsídio comunitário pelo investimento tecnológico, no âmbito dos Quadros da Apoio da UE actualmente em vigor”. À hora do fecho da edição, Mantorras encontrava-se em fisioterapia num alto-forno, sendo impossível recolher reacções. Carlos Azenha descobre o seu primo nas últimas captações – a aturada prospecção de jogadores levada a cabo por Carlos Azenha, que envolve pás de alta precisão desenvolvidas por um consórcio luso-nipónico que emprega 150 unidades de mão-de-obra especializada em Gavião e que conta com o apoio explícito do Ministério da Economia, parece finalmente começar a dar frutos.
Com efeito, Azenha descobriu uma laranja em bom estado de conservação na terça-feira. E na última madrugada, Azenha, enquanto recolhia elementos num ginásio suburbano, deu de caras com o seu primo, com o qual costumava brincar pelas avenidas de Moscavide quando tinha 13 ou 14 anos. Não chega para acalmar a desconfiança dos accionistas, que só após duas agitadas assembleias aprovaram o plano de negócios apresentado por Azenha, mas já é um começo. A laranja deverá estrear-se na defesa e o seu primo, por exigir um “exorbitante” ordenado de 500 euros mensais, vai apenas devolver a bola que roubara a Carlos Azenha na sua adolescência, engrossando o lote dos reprovados. “Sem ressentimentos, há ligações que devem chegar ao fim. Ainda ganhei alguns dividendos”, declarou Azenha à saída de um encontro com potenciais futebolistas nos Inválidos do Comércio.
Azenha já procurou na sua casa, na sua rua, na sua cidade, no seu distrito, na sua província, na sua região, no seu país, na Península Ibérica, Marrocos, Brasil, PALOP, República Dominicana, Seychelles e até andou atrás do Abel Xavier durante 40 dias e 40 noites, mas até agora ainda não encontrou o perfil desejado. Já foram testados seguranças, empregados de bombas de combustíveis, chauffeurs, técnicos de plastificação, desempregados da construção civil, dois deputados, três membros eclesiásticos e um orangotango sem sucesso. Azenha passou inclusivamente o limiar mínimo de exigência de “ter jogado numa competição nacional” para “não possuir doenças infecto-contagiosas nem ser comunista” e nem assim conseguiu alguém que quisesse jogar pelo que o clube (dizia que) pagava.
Azenha não pretende desarmar, acalentando esperanças numa jazida de bons jogadores baratos que poderá estar ali ao virar da esquina. Recorde-se que é difícil extrair jogadores de boa qualidade pelas bandas do Sado desde a deslocalização dos principais investidores, sendo por isso muito bem-vindo alguém, ou algo, que dê dois pontapés seguidos numa bola. Todavia, durante as suas escavações no deserto de Gobi, Azenha não deixou de reconhecer que “se não encontrar ninguém nesta areia, pelo menos aproveito-a para fazer um dique que me proteja da linha-de-água”, espreitando assim novas oportunidades de negócio.

quarta-feira, setembro 09, 2009

Mercados I

UBS revê estado de Guarín de “quase ameaçado” para “vulnerável” e fixa preço-alvo do próximo jornalista atropelado em cinco pontos por escoriação – “O colombiano Guarín está demasiado exposto ao risco”, escreve a UBS no seu último report trimestral. Numa tentativa de salvação, Guarín, cujas dificuldades sentidas na penetração do mercado europeu já tinham sido evidenciadas pelo decréscimo significativo do EBIT no Relatório do 1º Semestre de 2009, interpôs um processo junto das instâncias europeias, acusando de abuso de posição dominante os jogadores incumbentes. Porém, o Tribunal de Justiça Europeu decidiu desfavoravelmente e agora Guarín fica sujeito a retaliações e com um elevado serviço de dívida para suportar. Para além deste fracasso argumentativo, uma performance algo desapontante no seu core-business levou a UBS a baixar o rating de Guarín. Para a instituição suíça, existem três trajectórias em aberto para Guarín a partir deste ponto: procurar com urgência um quarto em Olhão, ser vendido por €15M ou levar um enxerto de porrada. Para Guarín a solução pode passar por estabelecer uma parceria local. O que, para a UBS, deverá obrigar a “uma protecção reforçada nos genitais, no mínimo”.

Por outro lado, e dado o grande sucesso mediático da novel campanha publicitária rodada a alta velocidade numa descida estreita da Invicta, as próximas escoriações provocadas aos jornalistas pela firma dCC (cuja Comissão Executiva é partilhada pela dupla da Costa/ Cerqueira) deverão atingir cerca de cinco pontos a atribuir no hospital da região. A UBS especula que o próximo visado “poderá ser do Record, que possui vários activos estratégicos na zona, mas também não excluímos uma investida na SIC e mesmo um repórter distraído com aspecto de Peninha pode ser trucidado acidentalmente por um Caterpillar de 30 toneladas na sua casa-de-banho”. Viram-se assim confirmadas as perspectivas optimistas de Julho, que corrigiam o efeito da sazonalidade e apontavam para um target de quatro pontos e um joelho inchado. Neste momento, a dCC segue no azul, contrariando a tendência geral vermelha do índice bolsista, cotando-se nos quatro pontos, um sobrolho roxo e uma unha negra. A dCC mostra-se confiante perante os stakeholders e empenhada em “dar muitos pontos de valor acrescentado” no exercício presente, sob o mote "who's next?"
Pedro Barbosa inaugura confeitaria de éclairs“É com orgulho que lanço a primeira pedra deste investimento que irá criar cerca de 5 postos de trabalho directos e um número indeterminado de postos de trabalho indirectos, entre dentistas, esteticistas e clínicas de peso, entre outros”. Foi assim que Barbosa se dirigiu aos convidados naquele que foi o lançamento simbólico da sua primeira confeitaria de éclairs em Freamunde. Depois do sucesso tremendo que foi a sua primeira experiência empresarial – a fábrica de croissants P.B., em Alcochete – este passo surge “naturalmente”, segundo Barbosa: “Sentia-me um pouco enjoado de tantos croissants, mesmo após ter experimentado várias massas folhadas e recheios diversos. Rodeei-me de vários e ilustres gulosos e concluí que teria de avançar para outras áreas de negócio na doçaria, sob pena de me sentir asfixiado. O alargamento para novos mercados foi inevitável". A conjuntura acabou por ser favorável: "Os termos do project-finance foram vantajosos e reuni-me com alguns experts da matéria. Ninguém no meu trabalho me pressionou para não avançar com este projecto. Muitos nem sabiam por onde eu andava. Para dizer a verdade, foi uma surpresa para todos eu estar aqui neste momento com um éclair na boca. Não está ao alcance de qualquer Director Desportivo”. A opinião de Quinito figurou entre as vozes ouvidas por Barbosa? “Certamente”, confidenciou. “Quinito é uma autoridade na matéria, um valor seguro na prova de doces. Fiquei extremamente satisfeito por ter respondido afirmativamente à nossa proposta de indigitação para Presidente do Conselho de Supervisão”.
Inicialmente, a nova unidade, que estará concluída, à imagem da velocidade que Barbosa propagou nos relvados, lá para 2020, na melhor das hipóteses, irá produzir éclairs recheados com doce de ovos ou chantilly e com cobertura de açúcar branca ou achocolatada, “sem corantes, mas com algum aspartamo de última geração, aproveitando a boleia dos recentes desenvolvimentos tecnológicos”, não estando posta de parte a confecção de rins ou até mil-folhas. Porém, e para já, Barbosa está apenas interessado em consolidar o know-how pasteleiro e não admite precipitações: “Um passo de cada vez, um éclair por cada sobremesa”. Os éclairs irão abastecer sobretudo a zona centro-norte, mas um acordo de distribuição assinado com alguns dos seus antigos ou actuais companheiros de clube poderá, com sorte, levar os éclairs Barbosa até à América Latina. Mas, por enquanto, se forem abaixo de Ermidas-Sado já é bem bom.

quarta-feira, setembro 02, 2009

The Gift From Above

Na maior oferenda vinda do Mundo futebolístico desde o apaixonado presentinho que Carlos S. endereçou a Beto Acosta - talvez com a excepção da gonorreia que Paris doou a CR7/9 - , o jornal "A Bola" escarrou aquilo que podemos apenas designar como uma tela pintada por Deus com um dourado pincel emprestado por Jesus Cristo.

Claro, a comparação do "outro" Jesus a um (também eloquente) ciborgue alienígena salta à vista, mas há mais docinhos para degustar.
Atente-se no cantinho dedicado ao mais recente reforço escarlate: o brasileiro Felipe Menezes, que ninguém conhece e jamais alguém viu jogar, mas que pelos vistos será a reencarnação terrena de George Best, com uma pitada (ou snifada) de D10s, salpicado a pedacinhos de Kaká.

Com o não-autarca-gaiense, regressam também as típicas declarações de reforços da imponente ave de rapina:
- "blá blá blá maior clube do Mundo!"

Estas diferem sobretudo na forma como se interpreta o supracitado "blá blá blá". No caso do brasileiro, salta à vista um coloquial e expressivo "puxa". Na minha qualidade de rebento dos anos 80, agredeço à referida gazeta diária por recuperar uma expressão que não via impressa desde os livros de BD da Turminha da Mônica ou do simpático Pato Donald. Puxa vida!

Do outro lado da rua, um natural do País da BD Salomão e Mortadela - Miguel Ángel Angulo - começa mal a carreira de leão ao idoso peito.
Sabendo ele (?) a aversão que o irascível Coach Forever tem à falta de polivalência, iniciar o seu percurso em Alvalade fazendo manchetes com uma rotunda nega a uma posição específica cheira a harakiri precoce.
Adivinha-se vida difícil para o sucessor de Robaina e Toñito.

Mas na realidade o prato forte é mesmo a mais recente encarnação de Jesus como o modelo 101 da Cyberdyne Systems. De facto, não se trata de um tema que a Mad TV já não tenha abordado no passado, mas a Sarah Connor que se cuide. Sarah, pega numa gramática da língua portuguesa e protege-te. Ouvi dizer que funciona como uma espécie de kryptonite para o cyborg em questão.

"Listen and understand! That terminator is out there. It can't be bargained with! It can't be reasoned with! It doesn't feel pity, or remorse, or fear. And it absolutely will not stop, ever, until you are dead!"












Sarah, quem te mandou conjugar verbos de forma correcta? Utilizar preposições? Prefixos, sufixos, essas modernices. Sintagmas nominais são para maricas, e utilizar o plural é um preciosismo ridículo.
Sarah, és uma provocadora. Tu afrontas, desafias.
Agora? Agora foges.
Corre. Corre rápido, e corre bem. N'Tsunda-te.
Porque ele vem aí, vem de mota, está lixado e tem um olho vermelho.

Pior, está abespinhado e só quer sofrer 7 golos - sete - até final da época.
Dá graças a Deus, Sarah...ao Pai de Jesus, o original - aquele que não andava de mota e conjugava os verbos. Porque graças a ele, o Celta de Vigo não milita na primeira divisão Portuguesa.

E perguntam vocês, "porquê esta capa e não qualquer outra?".
Sim, é verdade. Tem sido um Verão especialmente frutífero em manchetes que calcorreiam destemidas em bicos de pés a ténue fronteira entre a insanidade e a comédia não intencional.
Mas o meu coração pende para a ambição carnavalesca de transformar futebolistas da lisboeta 2ª circular em personagens de cinema, sejam eles ciborgues do futuro, Robin Hoods em Collants, ou gajos que protegem anões de pés peludos com espada tamanho XL.

Ou isto. Para mim, tudo o que venha à rede é Emílio.

quinta-feira, agosto 27, 2009

Cuckoo For Caca

Será que Alberto Gilardino e Mike Patton são a mesma pessoa?
Fontes ligeiramente inquinadas, mas ainda assim beberricáveis, afiançam-nos que o codicioso avançado "viola" e o regurgitante vocalista americano são efectivamente a mesma pessoa. E até nos contaram o que se passou neste mês de Agosto.
Os Faith No More estiveram, como é do conhecimento público, no Festival do Sudoeste, com Patton à cabeça. Tudo correu pelo melhor: o público gostou deles e eles gostaram de nós e do nosso vinho. Talvez até mais do vinho, mas gostamos de pensar que foi de nós. Vai daí, Patton fez uns sons vocais esquisitos que ninguém entendeu mas que queriam dizer “Pá, eu vou ficar por cá durante uns tempos, curto esta cena”. “E por quanto tempo, Mike?”, ao que ele respondeu com dois esgares, meio grunhido em falsete e um grito bastante longo que significava “Só quero pisar o palco de Alvalade outra vez, que deixei umas garrafas preciosas em cima do palco em 1992”.
Dito e feito. A 18 de Agosto, lá estava ele em Alvalade, metendo os nervos em franja ao vocalista dos A-Ha, culminando a sua actuação com um toque mágico que um determinado árbitro magiar considerou algures entre o ombro e a testa. No despique entre o rock dos anos 90 e a pop dos anos 80, um pequeno jogo de cintura fez toda a diferença. Sem dúvida: ele é um sujeito bastante multifacetado.

sábado, agosto 22, 2009

O Não-Golo

Estava um locutor, um comentador e um repórter a cobrir uma partida de futebol nocturna.
Quando menos se esperava, um cruzamento da esquerda, alguns malabarismos junto ao segundo poste, um mergulho em vão, uma perna e umas costas, um índio feito maluco lá na grande área e… está lá dentro.
Atravessou a linha de golo.
Encostou-se às redes.
O árbitro apontou para o centro do terreno. E não era um árbitro qualquer, era o vilão do Martins dos Santos.
Festejos e protestos.

Ao bom relato exige-se, no mínimo, que se diga de forma perceptível “GOLO” quando, de facto, é golo.
Como foi o caso.
Quanto mais não seja para os invisuais e amblíopes poderem imaginar o lance em questão com um nível de rigor aceitável.
Mas o locutor engasgou-se com a palavra, atordoado que estava a tentar discernir uma falta, um marcador, uma coisa qualquer. Naquele momento, cravar uma faca no coração equivalia a dizer “GOLO”. Era demasiado atroz que aquilo pudesse ter sido um. E meteu conversa com o repórter, procurando aliviar o seu pesar.
O repórter estava a pesquisar um dado estatístico rebuscado para se sair no próximo canto. Aquele incidente estragou-lhe os planos. Não viu bem o que quer que aquilo foi. Mas não estragou a onda e avançou com um nome, tentando discernir aquelas silhuetas ululantes lá na área. Também não foi capaz de dizer “GOLO”. Ora essa. O comentador interveio.
O comentador sabe que aconteceu alguma coisa, feito por alguém, mas não disse ao certo o quê. Houve um último toque para qualquer coisa e que foi Bermudez quem fez aquilo, mesmo sem intenção. Manteve-se seguro como quem diz “contem comigo, rapazes, eu já os conheço a todos de ginjeira, a bem dizer eu fui o único de nós que andou lá dentro, tenham juízo”.

Enfim, o máximo que conseguiram no meio de tanta estupefacção foi um fugaz “GOLO”, que salvou a sua vida fugindo por entre os dentes de Rui Loura. Queriam gajos a morrer ao microfone, exclamando "GOLO!" como se não houvesse amanhã? Queriam Benfica TV? Esqueçam, estes tipos jogaram pelo seguro e deram-nos com um banho de expressões sinónimas.
Queremos acreditar que foi por respeito ao futebol bem jogado: um golo daqueles é tão caricato que nem deve merecer honras de golo. Quanto muito, é apenas “uma bola que entrou na baliza”.
Foi uma… coisa, pronto. Mas não foi uma… coisa qualquer: esta… coisa foi a única… coisa que o Bermudez… coisou enquanto por cá andou. É um belo cartão de visita.

terça-feira, agosto 18, 2009

Vota Caneira

É mesmo verdade: Caneira foi lançado às feras do mundo da política e o seu padrinho é nada mais nada menos que Fernando Seara, esse putativo candidato a candidato a Presidente do Benfica, mais conhecido como comentador que não diz os L’s e que, de vez em quando, também passa por autarca.

Os dados estão lançados e a decisão caberá ao povo de Almargem do Bispo. Este será o teste definitivo às capacidades de liderança de Caneira, que já se auto-exaltou no passado como “grande líder” e tudo… embora as suas cores políticas sejam diametralmente opostas às de Mao Tsé-Tung. De resto, a carreira futebolística de Caneira parece ir abstendo-se de grandes acometimentos à medida que caminha para o ocaso e nada melhor que um bom tacho, aham, cargo político, para livrar-se de uma vida pós-futebol dedicada à restauração e à criação de suculentos leitões, que, embora riquíssimos em valor energético, são pouco consentâneos com quem veste Sacoor Brothers e Timberland.

Segundo o que a nossa SAD apurou, Caneira começa bem, como um bom político: prometendo coisas irrealizáveis. Neste cartaz exclusivo da nossa SAD, garante que irá passar o meio-campo. Ou seja, demagogia pura. Já só falta dizer “jogo bem em qualquer parte da defesa”, “farei cruzamentos temerários na linha de fundo” ou “aquele golo ao Inter não foi sorte”.

Para além do slogan orelhudo, Caneira também iniciou uma campanha para limpar a sua imagem pública, depois de ter entrado na votação para “jogador mais feio do Mundial 2006”, a sua primeira grande experiência eleitoral. Como tal, Caneira foi visto com a socialite Paris Hilton a sair de um clube nocturno de Beverly Hills, com o intuito de passar uma imagem benquista junto do público feminino e com a secreta esperança que Hilton possa vir a recensear-se em Almargem do Bispo rapidamente e assim depositar mais um voto nele. Hilton, por seu turno, declarou-se “farta do Cristiano Ronaldo e pronta para desenjoar com um tipo com cara de low-life”. “Este ao menos não me finta”, disse, entre sorrisos que podiam ser derivados da embriaguez dela, nunca se sabe. Mais tarde, mostrou-se desiludida quando soube que, afinal, aquele não era o Karagounis mas sim o Caneira. “O dos leitões?”, perguntou. Quando dissemos que sim, ela respondeu “oh, dear…” e despejou o seu Möet & Chandon para cima do seu caniche, francamente desencantada por Caneira, apesar de jogar em muitas posições, não ter demonstrado qualidades técnicas por aí além.

Os seus apoiantes dirão que Caneira pode não ser muito veloz nas transições defensivas, mas que tem um conceito muito amplo de cidadania.
Os seus detractores dirão que isso da cidadania é muito bonito, mas, lateral por lateral, até o André Marques devia dar um melhor Presidente da Junta.

Caneira, para já, tenta seguir o livro do bom político. Quando instado pela nossa SAD a comentar o seu plano de candidatura, respondeu como todos os políticos respondem quando a resposta exige algo mais que “sim” ou “não” e os seus advogados não estão por perto: “Não comento”.

Ou em vídeo, via maisfutebol.

sábado, agosto 15, 2009

Baston Revisitado

Burgos, 1994

(conversa traduzida de castelhano para tagalog, de tagalog para inglês e de inglês para português)

- Sr. Presidente, posso dar-lhe uma palavrinha?
- Sim, claro, dou sempre ouvidos ao meu treinador.
- Sr. Presidente, I think we have a situation here. [NOTA: a tradução para tagalog custou-nos um dinheirão, por isso cortámos na tradução inglês-português]
- Então, como assim?
- Aquele rapaz que temos na baliza…
- Rapaz?
- Yeah, o careca de bigode que perdia sempre a jogar poker no estágio…
- Oh, thaaat goalkeeper!... O que tem?
- Estive a fazer um estudo cuidado do seu perfil, analisei bem o seu potencial, enquadrei-o face às ambições da nossa equipa e cheguei a uma conclusão.
- Que foi?
- We gotta get rid of that son-of-a-bitch. Now.
- Ooooh!... Porquê?
- Porque os testes que efectuei provam que ele é um óptimo carteiro. É mesmo o indivíduo do plantel que mostra as melhores aptidões para exercer esta tarefa. E estes testes são infalíveis. But we’re not looking for a bloody mailman to save our goal! Sir, temos que encontrar um tipo a sério, se quisermos manter a dignidade.
- Tipo o quê? Um Filip De Wilde?
- Hell no! Para já, ficávamos com o nosso suplente, que acabou de cortar 8 dedos na máquina de cortar relva, mas que é um bom rapaz e o melhor genro que um treinador pode ter, if you know what I mean.
- Acha que esse suplente dá garantias, sem esses dedos todos?
- Well, he told me that he expects his fingers to grow back until Tuesday…
- E acha que isso vai acontecer?
- Bem… Se não for Terça será Quarta ou Quinta, depende de como o Betadine actuar… Nós temos é que resolver este “caso-Baston” já! Ele está a afectar a moral da equipa!
- E para onde o vamos despachar?
- Beats me… Hey, you’re the boss, not me…
- Quem seria capaz de o receber sem levantar questões?
- E que tal… o sr. Presidente não se dava muito bem com um tipo chamado Toñino que foi jogar para um clube português, o Sporting of the Keys? Parece-me uma boa opção, tínhamos facilidade em recomendá-lo…
- That’s it! We’ll send him there! O Baston não será mais um problema para Burgos!
- Nem para Espanha!…
- God be praised!

Chaves, 1995

Ao princípio, as gentes achavam-lhe graça. “Olha, pai, parece o nosso carteiro!”, dizia a criança nas bancadas graníticas do Municipal flaviense, agitando a bandeira azul-grenat pelos ares robustos do Marão. Toda a esperança do mundo estava depositada naquele guardião espanhol, o símbolo do renascimento do Desportivo. Mas não tardou até que os calejados olhos transmontanos chorassem lágrimas de incredulidade e de desgosto profundo. “Porquê, pai? Porquê?”, interrogava-se a criança, esfregando os olhos sob o consolo paternal do progenitor, também ele vergastado pela desilusão, que lhe afagava o cabelo e a custo emitia “É apenas um pesadelo, filho. É apenas um pesadelo”.
Não. Era apenas a dura realidade.

quarta-feira, agosto 12, 2009

O Tipo Que Veio Com o Sá Pinto do Salgueiros

Lembram-se dele?
Concedemos que o marido da Luísa Beirão não tem o perfil cromático de um Quim Berto, por exemplo. Damos de barato que o tipo que engatou a Luísa Beirão consiga ensinar Benítez a cruzar para outro lugar que não o sector 32B e o eterno Kasongo a escolher o perfume certo para uma saída nocturna. Até admitimos que o gajo que é visto amiúde com a Luísa Beirão seria menos desengonçado a correr que Areias e que seria capaz de desdenhar a roupa da moda que Capucho em tempos usou. Ou talvez não.
Então, o que faz o indivíduo que não larga a Luísa Beirão por aqui, nestas paragens áridas onde impera a lei do cromo mais forte, onde as vedetas são massacradas sem piedade em recontros ao pôr-do-sol, sem Rey(es) nem (Hélio) Roque, e onde a mediania bem-comportada apenas merece a nossa complacência?
Bem, há uma forte razão: o cromo ilustra um dos momentos mais altos de toda a carreira do sujeito que já deve ter visto a Luísa Beirão com (ainda) menos roupa do que a grande maioria de nós já a viu. Sim, é mesmo isso – o jogo do Sporting contra a sua lua de então, o saloio Lourinhanense.
E não dizemos “momento alto” apenas pela galhardia com que o fulano que vai para a praia com a Luísa Beirão disputa o lance aéreo contra a equipa que poderia ter sido o seu destino e que foi o trampolim para as carreiras fulgurantes de Alfredo Bóia, Viveros ou Sabugo. Experimentem escrever Lourinhanense no vosso Word e logo vêem a reacção do programa do Office – ele sublinha Lourinhanense a vermelho, atónito perante a raridade. De facto, o simpático Lourinhanense, cujo grandioso emblema, para além de um leão, de uma árvore e de um sol sorridente, faz alusão à condição de satélite do próprio clube, não merece hoje mais que umas linhas de um jornal regional, depois de ter saído da órbita do Sporting e de se ter deixado absorver pelo buraco negro do anonimato.
Dizemos “momento alto” porque somos muito nostálgicos e tu, Pedrosa, fizeste-nos relembrar os bons velhos tempos desse mistério que intriga toda a juventude e que dá pelo nome de Lourinhanense. Lourinhanense, que podia ter sido um novo Alverca, uma nova big thing do futebol luso, mas cuja conjugação cósmica assim não o permitiu. Com muita Pena nossa.
E agora dá lá os nossos cumprimentos à Luísa Beirão, por favor. Da maneira que mais preferires.

sábado, agosto 08, 2009

Nito Bonito - Parte II

Houve um tempo em que os animais falavam, que havia fadas e princesas e que o F.C.Porto comprava dois ou três reforços criteriosamente. E também houve um tempo em que o Nito e o Spassov partilhavam várias aventuras e desventuras, como se estivessem numa reprise de Tom Sawyer e Huckleberry Finn. Eis a segunda parte de uma das suas tropelias (1ª parte):
(aumentar)

sexta-feira, julho 31, 2009

The G-Spot* Tomo 2

Na ressaca da semi-massiva infusão twitteriana pelo Mundo do desporto, sentimo-nos forçados a recuperar a rubrica mais popular da Letónia e de Vila Real de Santo António, The G-Spot.

Podem parar de enviar cartas, redigir abaixo-assinados e de organizar protestos com armas de fogo na Venezuela, The G-Spot está efectivamente de volta.

O Duque do Vocábulo Simétrico do Cautchú, esse, nunca nos deixou. Pelo contrário, deixou-nos doces torrões de relva, ainda frescos e acabados de arrancar. E nós, com toda a humildade, iremos servir-vos esses mesmos torrõezinhos num plateau de ouro.

Sentai-vos, barrai os olhos com manteiga e espalhai compota no monitor, porque estais prestes
a degustar uma sanduíche de inigualável prazer cromático:


- "A Vieira só falta contratar um adjunto chamado Maomé, para assegurar vendas de kit sócio a todas as religiões. Lastimável."

- "Jesus promete Benfica a jogar o dobro. Para este milagre da multiplicação é preciso transformar água em vinho e aproveitar plantel actual."

-"A cavalo dado não se olha o dente, mas por 15 milhões Milan exige cremalheira sem defeitos antes de engrenar contratação de Cissokho."

-"Franco-atiradores verbais do futebol luso aterram no Médio Oriente. Com Pacheco e Cajuda a paz, essa, avista-se mais longe.".

-"Moutinho desconhece interesse de Real. Também Beto era dado como certo no Real a cada época balnear. Com papas e bolos se enganam os tolos."

-"Após Ramires, Patric, Shaffer, Saviola, Javi e Weldon, Jesus continua no mercado por mais reforços. Verdadeiramente, um pescador de homens."













*
twitter de gabriel alves, um simples amante da geometria desportiva

quarta-feira, julho 29, 2009

Cinco Estrelas da Amadora

A Amadora já não tem futebol de primeira. É tempo então para recordar algumas figuras cintilantes dos tricolores suburbanos, quando estes saíram de casa às 7:00 para apanhar o comboio superlotado da Primeira Divisão (eram 20 equipas a lutar pelo seu espaço em 1988, todas de braço no ar e odor a sovaco sem desodorizante na cara umas das outras).

Iniciemos esta missão espacial por Cartaxo, que calha tão bem na Amadora como Alhandra em Leiria ou Mangualde em Paços de Ferreira.
Muitos não se recordarão de Cartaxo. Quanto muito, lembrar-se-ão apenas dos vinhos do Cartaxo. O que é tremendamente injusto. Cartaxo foi Sideshow Bob ainda antes do próprio Sideshow Bob existir. E, extremamente importante, adicionou à guedelha insubmissa um solene bigode, emprestando uma lusitanidade ímpar à personagem.
Cartaxo surge aqui com uma espécie de halo messiânico a envolvê-lo. Mas, futebolisticamente, Cartaxo com o seu lookD.Sebastião goes to Woodstock” não salvou a Amadora do nevoeiro exibicional enquanto por lá cirandou. E, em abono da verdade, o que ele fez antes e depois da sua estadia na Amadora também não é recordado por aí além, nem mesmo pelos indefectíveis adeptos estrelistas entretidos a ouvir os relatos do Sporting e do Benfica e que não arredavam o traseiro da almofadinha na bancada. Cartaxo, decididamente, não teve muita parra nem muita uva. Mas, enfim, tinha estilo. Algum, pelo menos. Isto é, se utilizarmos um critério muito largo para o conceito de “estilo”.


Para “estilo” a sério temos os dois Marlons. Designemos o primeiro Marlon por “Marlon A”. “A” de Alves, mas também porque jogava à defesa e aparecia antes do outro Marlon nas fichas de jogo.
Marlon A era um xerife do sertão. Era durinho e tinha mão para sozinho dominar manadas com centenas de milhar de cabeças de gado, dispensando o uso de cães nas vastas paisagens de Mato Grosso. Puxava para trás o cabelo besuntado com um resíduo petrolífero a que chamava parafina com o auxílio de um pente que guardava religiosamente na retaguarda dos seus calções. O pente era um derivado de canivete suíço e também possuía uma lâmina afiada, um saca-rolhas, um cotonete e um palito de plástico – que isto de ser vaqueiro exigia preparação para todas as situações. Gostava de fazer churrascos nas selvagens ruas da Buraca e era costumeiro ouvi-lo uivar nas tórridas noites de luar da Brandoa.
Mas o que devemos reter é o facto de ter possuído um aprumado bigode. Tudo o resto perde o seu sentido perante este símbolo de virilidade.

Marlon B, por seu turno, tornou-se numa verdadeira “pièce de résistance” estrelista, Birame aparte. O homem a quem um comentador do norte uma vez se referiu como “Marlão Brandon” chamava-se, na realidade, Marlon Brandão. Consta que o pai atribuiu-lhe o nome como tributo ao malogrado actor Marlon Brando. Talvez o pai se tenha arrependido quando viu “O Último Tango em Paris”. E, vai daí, talvez não – talvez apenas tenha mudado a sua perspectiva sobre as possíveis finalidades da margarina.
Marlon B chegou e varreu o lodo que atolava o futebol estrelista com as suas longas melenas. Bradou “apocalypse, now!” às defesas contrárias e a bola era o seu grande desejo. Tornou-se o padrinho de todo o balneário, rendido que este estava às suas propostas irrecusáveis de bom futebol. Depois de uns tempos agradáveis, Marlon B fez-se à estrada e foi enquadrar-se no xadrez do Bessa durante uns bons anos, onde continuou a desempenhar os principais papéis. Ganhou um Óscar pela sua fantástica interpretação no spot publicitário do shampoo Organics, mas, rebelde, nunca chegou a receber o prémio, preferindo beberricar o seu cafezinho nas imediações da Boavista.

Rosário era pequenito e estava sempre pronto para a luta. Inspirou multidões com a sua “stamina”. Por exemplo, Didier Deschamps, que formatou a sua cara e o seu tamanho à imagem de Rosário (as semelhanças físicas são evidentes). Deschamps vira um Estrela da AmadoraPortimonense quando pensou em comprar um T2 na Reboleira e ficou abismado com a capacidade que Rosário demonstrou durante o aquecimento. Então, abandonou os planos de habitar na Reboleira (optou pela Venda Nova), voltou para França e adquiriu um “Kit Rosário”, que incluía uma máscara facial, um adaptador de tamanho, duas chuteiras e um corta-unhas. A partir daí, Deschamps deixou de ser um médio que corria muito mas não marcava golos para ser um médio que corria muito mas não marcava golos e que tinha aspecto de ser adjunto do Fernando Santos.
Aliás, durante a sua estadia na Amadora, Rosário já pouco se interessava pelo jogo dentro do campo. Rosário foi correndo e exercitando-se com afinco, mas apenas como preparação para o grande desafio da sua vida: acompanhar eternamente o engenheiro Fernando Santos. E ambos vão vivendo felizes para sempre, Santos com os seus esquemas tácticos e apertados nós de gravata e Rosário com os seus pinos e objectos de marcação variados.

Viagem que é viagem pelas estrelas não podia acabar sem uma referência ao mítico Bobó. Já sobejamente referenciado, este mito moderno desperta sorrisos entre os adeptos e funestas recordações de nódoas negras aos antigos adversários. É, provavelmente, o guineense mais famoso de sempre. É deveras curioso como os homens costumam suplicar recorrentemente pelo Bobó, apesar da sua carreira já ter terminado há bastante tempo, e as mulheres, três-meia-volta, estão com o Bobó na boca, mesmo aquelas que nada percebem de futebol. É um autêntico fenómeno de popularidade, este outrora vigoroso médio defensivo. Hoje em dia, porém, parece que nem o melhor Bobó de sempre seria capaz de reanimar o velho Estrela da Amadora.

quarta-feira, julho 22, 2009

A Literatura Do Futebol Português

As letras e a bola. O golo e o prefácio. Como se relacionam estes dois mundos?
Vale a pena cada cêntimo gasto a fotocopiar o livro. Forra muito bem a gaiola do meu canário (4,5/5)” – The Washington Post

Marinho Neves prova que não é preciso saber escrever para obter um best-seller. Aliás, Marinho Neves prova tudo sem provar nada (…) Devastador. (8/10)” – Le Figaro

Isto sim, é que é escrever! Já compras-te? Se não compras-te, compra já, ouvistes? (10/10)” – Leitor do “Correio da Manhã”

Sensualidade e perversão de mãos dadas, à boa maneira do bas-fond do futebol português (…) Bocage e Pier Paolo Pasolini passaram por aqui mas não pararam (8,5/10)” – Il Corriere Della Sera

Um fantástico romance de cordel de uma conceituada escritora de bordel (…) Bate a concorrência aos pontos e bate na concorrência para ganhar mais alguns pontos (4,75/5)” – Süddeutsch Zeitung

Isto sim, é que é escrever! Já compras-te? Se não compras-te, compra já, ouvistes? (10/10)” – Leitor do “Correio da Manhã”

Não acreditem no título (…) Coroado mostra que a sua memória está bem melhor que o seu sistema gástrico. Indispensável. (2,5/3)” – Het Nieuwsblad

Coroado pisca o olho a Saramago, flirta com Gabriel García Márquez, mas acaba por expulsar o Caniggia (…) Esperamos por nova admoestação (8/10)” – The Guardian

Ele diz que é do Belenenses mas cá para mim é lagarto (…) Tem muita mania (…) Acho que dava um bom cobrador de fraque (4/10)” – Leitor do “Correio da Manhã”

Os críticos ainda estão aturdidos com esta publicação, mas a nossa SAD já conseguiu, em exclusivo, um pedaço desta obra revolucionária:

Está mal escrito. Tem tudo para vender.

domingo, julho 19, 2009

Nito Bonito

Houve um tempo em que os animais falavam, que havia fadas e princesas e que o Benfica ganhava campeonatos. E também houve um tempo em que o Nito e o Spassov partilhavam várias aventuras e desventuras, como se estivessem numa reprise de Tom Sawyer e Huckleberry Finn.
Eis a primeira parte de uma das suas tropelias (clicar para aumentar):





(continua)

quinta-feira, julho 09, 2009

O Sr. Gila

Gila, ou a primeira vez que confundi um jogador da bola com um contabilista de Valpaços.

Mosaico Cromático

Estamos na Primavera futebolística, altura em que florescem novas ninhadas de cromos prontas a saciar a sede da massa adepta. É agora que os empresários e dirigentes saem debaixo da penumbra que os envolveu durante todo o estado de hibernação para copularem desenfreadamente em mercados distantes, fazendo despontar mil e uma ilusões sob a forma de um penteado esdrúxulo ou de um nome peculiar por um mero punhado de euros.
É certo que lamentamos a partida de algumas figuras que deram água pela barba à nossa SAD, mas a vida de um cromo é mesmo assim: uma bola a escapulir pela linha final, um atraso na chegada ao treino e, tumba!, lá se vai o cromo.
Felizmente, 2009-10 promete ser uma época tão profícua como as anteriores, deixando a nossa SAD imune à crise que dizem que grassa por aí (Cristiano Ronaldo que o diga).
Só para terem uma ideia, produzimos uma pequena peça artística apenas com algumas caras recém-chegadas à nossa I Liga, excluindo os três da vida airada (sabendo que o Sporting ainda está envolvido nas obras de reconstrução da Academia e o Benfica está a descobrir contratações para o FC Porto remodelar o plantel).

Uma plêiade de cromos bem intencionados e bem fotogénicos, mas que, infelizmente e como dita a Mãe Natureza, terá muitas dificuldades em resistir aos primeiros meses de vida na sempre dura I Liga deste nosso rectângulo. O espaço que medeia entre Julho e Setembro será vital para determinar quais os cromos desta fornada que terão algum sucesso e aqueles que… bem, apenas conseguirão que a nossa SAD se lembrasse deles. Também não nos podemos esquecer que, por vezes, estas novas crias cromáticas são acossadas pelos cromos já residentes, numa dura competição pela sobrevivência ao jeito de um programa da National Geographic aplicado à cromice dos balneários lusitanos.
Analisemos os nomes destes nados-vivos para a principal selva do futebol português de 2009-10:

NAVAL: Quatro crias para preencher a defesa, o meio-campo e o ataque: Lupedo, N’Kake, Aboubacar Tandia e o regresso de um dos nomes mais queridos dos caçadores furtivos de cromos da nossa praça: Ouattara. Um nome sempre em alta nas bolsas cromáticas e que promete não deixar os seus créditos por mãos alheias.

LEIXÕES: Também um ataque à cromice em toda à linha, com Cauê, Patrão, Faioli e o pouco simpático Trombetta.

BELENENSES: Mais modesto nas contratações de campo para compensar o afinco técnico-jurídico com que trabalha na secretaria. Barge e Yontcha dão, porém, um ar de sua graça.

GUIMARÃES: Um norte-americano, Kamani Hill, e um defesa, Lazzanetti, são as principais crias cromáticas do defeso vimaranense.

NACIONAL: Depois da alta taxa de natalidade cromática dos últimos anos, o Engenheiro Alves fez as contas à vida e concluiu que a segurança social nacionalista não podia aguentar aquele ritmo descompassado. Daí a implementação de uma política cromo-contraceptiva à qual escaparam Nejc Pecnik e Elisson.

MARÍTIMO: Nada a assinalar, a não ser repetir um nome que o site zerozero já indicava como parte do plantel de 2008-09 mas que, sinceramente, não nos cansamos de repetir: Takahito Soma, o japonês dos campeonatos nacionais. Veremos se fará hara-kiri ao primeiro copo de saké ou se será o kamikaze dos Barreiros.

PAÇOS DE FERREIRA: Três singelos nomes que não ultrapassam as quinze letras todos juntos: Rondon, Ciel e Bamba (não confundir com Bambo nem com a mulher dele; ele é Bamba como a corda).

SETÚBAL: Os ares de recessão do Sado não impedem que se tragam nomes do quilate de Djikiné e Ladji Keita.

ACADÉMICA: O mais sintético dos reforços equipa de negro: Bru. Espera-se que gere um grande Bru(á). Nem que seja pelo seu penteado Milli Vanilli.

RIO AVE: Tempos de contenção junto às Caxinas. Mas ainda há um Wesllem para apreciar.

BRAGA: Saudosos os tempos do Ganga, Johnny Rodlund e Kim… Talvez Joabe desperte alguma atenção cromíflua.

LEIRIA: Alguma expectativa em torno do guardião Andjelko Djuricic (o novo Miroslav Zidnjak?) e de Sow (o novo Salam Sow?)

OLHANENSE: Autêntica mãe de aluguer cromática desta competição, abraçando todos os filhos que o FC Porto deserda. Desta creche imensa, destaca-se o irascível Zequinha, agora com a oportunidade de ouro para agredir algum interveniente do jogo em prime time. Para além dele, há o Gomis (com “i”).

Resta-nos desejar a todos eles boa sorte… e em Janeiro cá estaremos para analisar uma nova prole.

quinta-feira, julho 02, 2009

Cílio* Season

Encontramo-nos em plena Cílio Season de preparação para a época de '09-'10, e o esférico local continua animado e impregnado de cromífluidade como sói acontecer.

Nós aqui no Cromos da Bola SAD, temos orgulho e fazemos gala que nos considerem gente simpática, agradável. We care.
Vai daí, começamos a nossa resenha pela agremiação lúdica de Alcochete. Depois de completarem um tetra-vice-campeonato, está na hora de ficarem em primeiro nalguma coisa. Um pouco de solidariedade fica sempre bem.

A nossa viagem por terras de Alvalade principia com uma nota negativa: a dieta cromática. De um assomo apenas, os responsáveis leoninos pretendem emagrecer o plantel de modo a evitar o excesso de colesterol autocolante que os afligia.
"Pipi, Ronny & Tiuí" deverão levar o pouco futebol que têm para outros campeonatos, mas se o fizerem em conjunto, nós ficaremos un petit peu felizes, porque não é todos os dias que um trio chamado "Pipi, Ronny & Tiuí" faz carreira fora do ramo circense.
No sentido inverso, deverá ingressar o avançado Caicedo, que faria uma excelente dupla ao lado de Cailogo, sendo ambos magistralmente servidos pela formiguinha centrocampista Cai-e-Rebola.

















Ainda por Lisboa - ou Alcochete - assistimos à recriação histórica da Batalha de Aljubarrota, mas desta feita sem espanhóis, sem padeira, e com armas mais rudimentares do que em 1385. O orçamento não dá para tudo.
Em 2009, os arcos e flechas da batalha original foram substituídos por essa tecnologia insuperável do Séc. XXI conhecida por pedra.

Passemos então ao outro lado da barricada (literalmente), onde se encontram os crónicos animadores da Cílio Season e actuais Octa-Campeões do defeso, os enérgicos senhores do Sport Lisboa e Rui.
Numa brava contenda reminiscente dos habituais braços-de-ferro entre os governos-fantoche estadunidenses na América do Sul e respectivas guerrilhas de extrema-esquerda, as eleições do clube decorrem na maior normalidade. Isto tendo em conta que a normalidade, no que respeita à referida agremiação, passa por tratar todos e quaisquer assuntos a bordo de um avião privado - política instituída por São Costa em '08: "Passarei todo o tempo disponível o mais perto possível de meu Pai, o Sr. Deus." (versículos de São Costa, 12:4).

Assim sendo, o novel candidato ao presidencial bigode do Sr. Vieira, nado na odiada urbe dominada pelo visceral inimigo azul, mostrou-se desde cedo identificado com a vigente mística clubista, apresentando a sua candidatura a bordo de um aviãozinho privado, denominado Eagle One. Provavelmente não queriam que o confundissem com o Eagle Two, onde o grémio luxemburguês Fola Esch costuma apresentar os seus equipamentos novos...ou até mesmo com o Beagle One, local de eleição para as conferências de imprensa do lateral-esquerdo do Lusitano Ginásio Clube Moncarapachense, mas tendo em conta que este último se trata de uma carrinha da Volkswagen, o engano seria menos provável.

Porém, eleições antecipadas, órgãos demissionários, golpes de estado, providências cautelares, garotos, tribunais de primeira instância (já levaram mais coça recente nos tribunais, do que na UEFA '08-'09 inteira), alterações de estatutos e bigodes à parte, as eleições do Benfica Lissabon correm dentro da maior das normalidades. Viva a democracia.

No que respeita a futebol (ou quase), o defeso também tem prosseguido dentro do usual. São Costa (cujo nome não deverá JAMAIS ser pronunciado em vão) continua na sua particular demanda de montar no Benfica de 2009-2010 um fac-símile do River Plate de 2000-2001. Para tal, delineia três requisitos para os novos reforços:

- preço de custo acima de 5M de Euros.
- número inferior a 10 jogos disputados desde 2007.
- facilidade na interacção com lesões musculares.
(mais informações em www.reforma-antecipada.gov.pt)









(com esta alcunha, vai ter vida difícil em Portugal)

A Ai(!)mar e Saviola (aguarda-se pelo primeiro embate Rabiola vs Saviola) São Costa planeia juntar Ricardo Rojas (saúda-se o regresso) e Ariel Ortega, apelativos por terem sido bons executantes em 2001 e por estarem basicamente arredados do futebol profissional há mais de 300 dias. De resto, a Divindade da Damaia já se encontra em conversações com os agentes dos referidos (ex-)futebolistas, com o intuito de inflacionar os seus passes até aos 5M pretendidos.
Neste momento Sua Santidade estará já de regresso à capital lusa a bordo de seu avião particular, onde decorre uma informal sardinhada com amigos de longa data como Sto. António, São João, São Pedro, Ghandi, Deus e Madre Teresa de Calcutá.

A única excepção à banalidade que tem sido esta Cílio Season benfiquista dá pelo nome de Pedro Mantorras, dado ser o primeiro defeso desde 1962 em que o avançado angolano não vê um joelho seu ser autopsiado. Saiba mais informações sobre o universo encarnado no programa "Couratos e Bifanas"(não, não estou a gozar), na sempre isenta Benfica TV.

Mais a Norte, a primeira transferência milionária do corriqueiro êxodo de Verão portista foi abortada devido a meia dúzia de cáries, ou mais concretamente, a uma mordida assimétrica. Por muito irónico que seja o facto do clube de Ronaldinho Gaúcho rejeitar um jogador por causa de uma cremalheira agressiva, pergunto-me se a infame pasta de dentes de Jesualdo terá sido impingida ao restante plantel. E em simultâneo ficámos a saber a razão de Armando "Le Petit" Teixeira nunca ter jogado no AC Milan, dado que provavelmente terão reparado na marca canina que o trinco deixou na perna de um Pirlo qualquer, em alturas do seu último confronto com os milaneses.
Já dizia São Costa (posteriormente eternizado na cúpula do Duomo) aquando da sua passagem por Milão: "Non mi piacciono le morse assimetriche, madonna!" (versículos de São Costa, 10:1)
















Umas paragens de metro mais abaixo, um ex-campeão caído em desgraça (podíamos estar a falar de Mike Tyson, até porque isto vai incluir drogas e xadrez, mas...não) levou recentemente mais um golpe nos queixos, quando o seu ex-assalariado Fernando "L'Enfant Terrible" Mendes o acusou de práticas menos edificantes. A saber:

"Havia jogos em que entrávamos no balneário e perguntávamos: onde está o milho? Aparecia o massagista com uma bandeja recheada de seringas para dar a cada um. Parecíamos galinhas de volta do prato, à espera da vez"

Ora, conhecendo nós o plantel axadrezado de '91-'92, pensamos ser seguro afirmar que o jogador mais similar a uma galinha seria o icónico Alfredo, mas com certeza que Ivan Pudar não lhe ficava muito atrás nesta incursão pela ordem galliforme.
De qualquer forma, longe de nós imaginar que o clube do ex-vocalista dos Ban estaria envolvido neste tipo de despudorada prática, especialmente depois de vermos o proverbial pastelão romeno Ion Timofte a disputar desafios com a fortaleza física e raça de um Bobó sob o efeito de esteróides. Longe de nós.

Nenhuma crónica sobre a Cílio Season estaria completa sem a celebração anual da não-despromoção dos brasileiros do Restelo via secretaria. Os motivos invocados variam de ano para ano, mas a impressionante regularidade da supracitada celebração surpreende pela criatividade nela empregada.
Em breve publicaremos nova pollga relativa a esse assunto que roubou António "Peúgas" Fiúza da divisão principal da nossa bola. E em Cromos da Bola SAD, não gostamos de ver um dos nossos cair.

Continuação de uma Cílio Season prazenteira, e cuidado com os aviões particulares.
"Este post a roçar o herege termina aqui." (versículos de São Costa, 12:4)

*ex-Deus de Gondomar, actual Nanjing Yoyo
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